segunda-feira, 19 de março de 2012
Da Salvaguarda do vinho brasileiro
sábado, 10 de março de 2012
O timer e o tomate
É basicamente uma técnica para manter o foco em uma determinada tarefa. Funciona mais ou menos assim: escolhe-se uma tarefa que deve ser cumprida e se dedica integralmente a ela durante 25 minutos, depois é feita uma pausa de 5 minutos; em seguida mais trabalho por 25 minutos e assim sucessivamente. Há algumas regras a mais, mas a essência é essa.
Como eu sou um tanto ansioso e tenho tendência à dispersão, esse método funcionou perfeitamente para mim. Eu rapidamente criei o hábito de ligar um timer em 25 minutos e começar uma tarefa. Foi um alívio, pois agora eu tinha metas de tempo definidas. Eu parei de ficar me arrastando por horas em determinados assuntos.
O negocio funcionou tão bem que eu comecei a usar isso para tudo, não só para o trabalho. A partir de então:
- Eu tenho mais noção de quanto tempo eu preciso para fazer determinados trabalhos.
- Ficou mais claro para perceber quanto tempo eu gastava surfando a internet sem estar fazendo o que deveria fazer.
- Agora me permito 1 ou 2 "pomodoros" por dia para ficar procrastinando na internet. Issó dá 50 minutos, parece pouco mas é uma eternidade.
- Eu percebi a importância de rápidas paradas para descansar.
- Eu passei a administrar melhor o meu tempo. Parei de sempre me sentir atrasado ou com pressa.
O Negócio foi tão bom para mim, que eu fiquei com uma compulsão pelos timers. E um que eu estou usando com muita satisfação é o da cozinha.
Eu não pratico a técnica do pomodo na cozinha, ainda (??), mas é tão útil ter um timer para te ajudar a saber coisas como: o tempo que o café vai ficar na french press, quanto tempo devo cozinhar a batata para o ponto perfeito. Quanto tempo vou deixar o erva do chá na água, a quanto tempo a massa está cozinhando e assim vai.
Medir o tempo, esse é o meu novo TOC.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Da música baixada
Recentemente, Jon Bon Jovi criticou o modelo de negócios da Itunes e seu criador, Steve Jobs. Segundo Bon Jovi, a compra de música digital acabou com a magia de ir a uma loja, ficar olhando as capas dos disco, admirando a arte, os encartes e imaginar o som que teria uma ou outra banda. O cantor chegou a sugerir que era divertido às vezes comprar um disco só pela capa.
Eu imagino que tais declarações foram recebidas super mal e que Jon Bon Jovi deve ter virado motivo de piada mundo a fora. Principalmente pelo fato da sua banda não lançar um disco de sucesso desde sei lá quando, talvez o ultimo disco de inéditas que tenha tido alguma relevância tenha sido o Keep the faith, de 1992.
Pois bem, mas antes desse caso acontecer eu já vinha pensando em algo de certa forma relacionada com essa história.
A nossa geração presenciou de camarote todo o processo que envolveu o definhamento do antigo modelo de negócios da industria musical e suas tentativas patéticas de tentar estancar o sangramento.
Quando as trocas de arquivos mp3 surgiram na internet eu fiquei maravilhado. Finalmente poderia escutar quase tudo o que queria e não gastar quase nada.
O começo foi maravilhoso, passei por todas os principais meios/softwares de download de musica que foram surgindo. Desde o site mp3.com e depois o Napster, kazaa, Soulseek, Limewire até estacionar nos torrents.
Foi divertido. Ainda é, mas....
Eu agora vejo uma desvantagem nesse processo todo. Essa situação de você ter a música que quiser na hora que quiser, sem pagar nada por isso, torna tudo muito fácil. As vezes me sinto banalizando a musica. Fica parecendo que tudo é meio descartável. Eu vou lá, baixo uma disco, escuto 2 ou 3 vezes e depois esqueço dele, perdido ali no meio de gigabytes de mp3s...
E a cada dia que passa eu sinto a necessidade de baixar mais cosias, de querer escutar todo dia algo novo. Até que ponto isso é saudável? Eu nunca vou conseguir escutar toda a música do mundo... Nem toda música boa do mundo.... Então por que todo esse apetite? A impressão que eu tenho é que o único limitante para eu parar de baixar musica é capacidade do HD do computador.
Outro ponto é: quando uma banda grava um disco, ela tem todo direito de receber dinheiro pelo trabalho, se assim ela desejar. Afinal alguém teve que pagar pelo estúdio, pelas pessoas que trabalharam nele, pelos que trabalharam as músicas. Alguém é pago para manter o site bonito da banda. Um agente é pago para organizar os shows dessa banda e muito mais...
Hoje eu gostaria mais de poder pagar pelos discos que eu ouço. Até por uma questão de conforto. Estou começando a ficar com preguiça de sempre ter que sair explorando os cantões da internet, procurando alguns torrents de discos que não são tão populares. Mas no Brasil não há, até hoje, um sistema que chegue aos pés do iTunes para compra de música. Então eu continuo baixando gratuitamente. Mas já não me orgulho muito disso.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Sem título
Mais uma taça e não sei pronde vou
Essa Encomenda é de um ex professor
O Paul Giamatti bebe Pinot Noir
Sinto saudade de te ouvir cantar
É muito bom nós no lagar
Só pressa rima, preparo um filé
Não emociona este chardonnay
É muito bom procrastinar
Então o final, deixo no ar
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
IPNC - Celebração internacional do Pinot Noir
http://www.ipnc.org/
Confesso que nunca tinha ouvido sobre esse evento, cujo site já anuncia a programação do que vai que acontecer daqui ha um ano. Coisa de gente organizada.
Fiquei sabendo do IPNC por que assino a excelente newsletter do site Snooth. Recomendo a todos: http://www.snooth.com/
Pois bem, vendo a lista dos produtores convidados para o evento de 2011, decidi verificar quem é importado para o Brasil e quem não é. Acho mais importante saber o que os amantes da Pinot Noir estão bebendo do que ir atras dos Pinots com grande pontuações do Robert Parker ou da Wine Spectator...
Uma lista dessa também é muito interessante para aqueles que querem se aventurar pelo muitas vezes impenetrável mundo borgonhês. Já até escrevi um post sobre isso por aqui:
http://euquissaber.blogspot.com/2009/10/vinhos-da-borgonha.html
Achei 3 (!!!) participantes de 2011 cujos são encontrados no Brasil, mais 2 participantes cujos vinhos são importados, mas não os Pinot Noirs... uma penas
Então resolvi compartilhar com vocês uma lista com os produtores que vão participar do IPNC de 2011 e que podem ser comprados aqui no Brasil.
Da América do Sul, um único participante, a Bodega Chacra, da Argentina. Importado pela "balança mas não cai" Expand
segue o link para o menos caro de todos vinhos da lista:
Barda 2008
http://www.adegaexpand.com.br/controller.asp?prod_id=22020&acao=detalhes
Interessante, nenhum vinho do Chile... Cade os Matetics, Kingstons, Lomas Largas, Leydas, Cono Surs, Garces Silvas????
Pois bem do novo mundo ainda há os vinhos da Pegasus Bay, Que são importados pela Premium Wines.
Não consegui achar o preço oficial da importador, mas uma rápida pesquisada na net me deu preços em torno dos R$ 200,00
Aqui em Brasília o Gilvan "Casa Valduga" Pires é o representante da Premium, mas duvido que os vinhos da Pegasus sejam vendidos na Super Adega
Da Borgonha temos a Maison Ambroise que é importado pela Cellar, que dizem ser a importadora que cobra a menor margem do mercado brasileiro, nunca fui fiz os calculos. Mas olhando o site deles parece ser verdade.
Há os Alsacianos da Albert Man, que também são importados pela Cellar, mas no site da importadora só estão à venda os brancos, acho que eles não trazem os Pinots deste produtor... uma pena... Porém a Cellar vende um Riesling deles a R$ 50! Uma tentação
A Cellar (sempre ela...) também trás os italianos do Alto Adige da Hofstatter, porém, a importadora também não traz o(s) Pinot Noir (porra Cellar!!!). Eu já bebi um Pinot Grigio (bom, mas enjoativo) e um Cabernet Sauvignon (diferente) deles...
Os Mega ultra chatos e exibicionistas do Bacco e Bocca já escreveram sobre a Hofstatter, e eu quase concordo com eles dessa vez.... http://baccoebocca.it/noticiaView.asp?CodigoNoticia=805
Bem, e dos Estados Unidos há um monte de vinícolas que eu fiquei com preguiça de pesquisar. Mas uma rápida lida pelos nomes dos produtores não me fez reconhecer ninguém...
É isso,
E pra humilhar, escrevi este post tomando um Tabali Syrah, aberto há uns 4 dias.... hahahahahahaha
sábado, 27 de março de 2010
Sobre roubos de Laptops
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Livros sobre café
Eu falo de livros com informações técnicas, robustas, sobre preparações, espressos, livros de cunho quase científico a respeito da bebida... Não apenas livros que contam a história do café no Brasil ou receitas acompanhadas de fotos bonitas, tão pouco procuro informações inteligíveis apenas para um agrônomo. Uma rara e bela exceção é o livro "Café: Ambientes e diversidades" do Fulvio Eccardi e Vincenzo Sandalj.
Porém, acessando o site do James Hoffmann, que é um Barista renomado, campeão do mundo, eu me deparei com uma lista de livros que ele recomenda para ler. E, surpresa, NENHUM, dos livros que ele considera essenciais para leitura estavam disponíveis no site Submarino. No site da Livraria Cultura eu achei 4 dos 8 indicados, todos importados com preços variando de R$ 58 a R$ 600,oo!!!!! Isso mesmo, existe livro que custa R$ 600,00..... eis a prova, clique na imagem abaixo e veja com seus próprios olhos:

A Boa notícia é que a livraria Cultura tem o livro do Illy "Espresso Coffee", por "apenas" 200 conto:

Para quem não conhece a família Illy foi uma das responsáveis pela revolução do Espresso na Itália...
O mais ironico é que Hoffmann começa o texto de apresentação de um dos livros por ele indicado, e que não encontrei na livraria Cultura para vender, da seguinte maneira: "Eu acho que não conheço muitos profissionais do café que não tenham lido esse livro (...)". Deu pra entender? os profissionais com quem o cara anda já leram esse livro. Aqui no Brasil ELE NEM EXISTE!
Isso é apenas um sintoma que se reflete nas xícaras de cafés Brasil a fora. Por isso tanta gente pede um "carioca", mais fraco, diluido em água pura, por que o espresso se tornou para muitos sinonimo de café amargo. Talvez seja por isso que a Nestle, com o seu Nespresso, esteja crescendo tanto. Afinal eles conseguiram a formula para fazer um café bem tirado, que independe de quem manuseia a máquia e ainda estão investindo pesado em marketing. O dia que eles conseguirem baixar o preço de uma capsula para metade do que custa hoje, eles vão reinar em restaurantes e cafés que não querem investir num profissional do balcão.
Eu confesso, que mesmo na Marietta eu encontro cafés mal tirados, apesar de fazer treinamento constantemente com a brigada. Mas mesmo assim, prevalece a idéia de que o espresso pode ser feito de qualquer jeito, afinal trata-se apenas do "cafezinho" que os brasileiros estão acostumados a tomar no dia a dia...
